Formando ampliando sua empregabilidade

Empregabilidade, o que é, por que é tão importante e como conquistar?

Empregabilidade ou ocupabilidade é o nome dado a capacidade de um profissional  adaptar-se às novas necessidades do mercado, de continuar prestando serviços que satisfaçam os  clientes,  de ganhar dinheiro e de manter-se empregável.

Tem-se dado cada vez mais importância na atualidade a empregabilidade e o que ela representa pois as novas tecnologias, a  globalização da produção, abertura das economias, internacionalização do capital e as constantes mudanças que vêm afetando o ambiente das organizações torna necessária a constante adaptação a tais fatores pelos profissionais.

Este artigo fala  sobre  o conceito de empregabilidade, porque a empregabilidade é tão importante e como podemos conquistá-la. Boa leitura!

Veja também os artigos:

 

O que é empregabilidade


Conforme definido pela Wikipedia, empregabilidade é a ” capacidade de adequação do profissional às novas necessidades e a dinâmica dos novos mercados de trabalho. Com o advento das novas tecnologias, globalização da produção, abertura das economias, internacionalização do capital e as constantes mudanças que vêm afetando o ambiente das organizações, surge a necessidade de adaptação a tais fatores por parte dos empresários e profissionais.

O termo empregabilidade foi criado por José Augusto Minarelli, no fim dos anos 90.  Remete à capacidade de um profissional estar empregado, mas muito mais do que isso, à capacidade do profissional de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao Mercado de Trabalho.

José Augusto Minarelli estabelece, o que ele chama de seis pilares da empregabilidade, que garantem a segurança profissional do indivíduo” , os quais são:


    1. Adequação da profissão à Vocação

Um dos principais pilares da empregabilidade é o profissional exercer uma atividade para qual tenha vocação, que é a habilidade inata de um indivíduo para certa profissão ou campo do conhecimento humano. É a  capacidade natural que uma pessoa tem para realizar determinadas atividades.

O indivíduo que quer  tornar-se um bom profissional e um ser humano realizado deve conciliar a sua função com a capacidade e paixão pelo que faz.  Não adianta o profissional “dar murros em ponta de faca” ao trabalhar em uma área em que não possui qualquer  afinidade.

O profissional que não tiver as habilidades naturais básicas necessárias para exercer certa atividade ou simplesmente não gostar do que faz está na rota do desemprego, não da empregabilidade, pois mais cedo ou mais tarde:

a) se frustrará e perderá a motivação,

b) trabalhará amargurado e sem energia,

c) irá fatalmente apresentar resultados aquém  do esperado e necessário,

d)  se esquivará de maiores compromissos e responsabilidades, acomodando-se.

No ambiente profissional competitivo da atualidade, só conseguirá se destacar quem conseguir desempenhar o que faz com paixão, pois somente assim irá motivar-se a dar o seu melhor, a aprimorar-se, a buscar obter novas competências e aceitar passar pelos sacrifícios necessários ao seu crescimento profissional.

O profissional que quer melhorar sua empregabilidade deve avaliar se sua carreira está indo pelo rumo mais adequado. Caso detectar que não está,  deve arriscar  e recomeçar.

Reoriente sua carreira em direção a  sua vocação.  Quem não gosta do que faz não se realiza. Quem não se realiza, se frustra. Quem se frustra, se estressa, se amargura, não rende, perde o emprego e provavelmente terá dificuldade de conseguir outro.  Reaja e não deixe que o tempo complique mais ainda esta situação.

Para ajudar na avaliação da sua vocação, há vários testes vocacionais que você poderá fazer e um deles é este do site  Guiadacarreira.com.br.

    1. Competências

Mesmo no mercado de trabalho tão transformado, continua sendo fundamental para a empregabilidade a competência, afinal, “quem não tem competência não se estabelece”. O que mudou foi a necessidade do desenvolvimento contínuo de novas competências, pois o mercado tem se tornado cada vez mais competitivo e mutante, portanto o profissional deve acompanhar estas novas demandas.

O profissional que tem boa empregabilidade deve, além de excelente preparo técnico e acadêmico,  também desenvolver outras habilidades ou competências valorizadas no mercado  como:

 

 

a) capacidade de liderar pessoas;

b) habilidade política;

c) habilidade de comunicação oral e escrita em pelo menos dois idiomas;

d) habilidade em marketing pessoal;

e) habilidade de vendas e capacidade de  persuasão;

f) habilidade para falar em público;

g) capacidade de utilização dos recursos tecnológicos como internet e programas de produtividade como editores de texto, planilhas eletrônicas e editores de slide.

Por isso é fundamental o profissional buscar cuidar de uma boa formação, realizar cursos adicionais, participar de workshops profissionais, ler livros sites e revistas relacionadas a profissão e buscar sempre aprofundar e atualizar seus conhecimentos.

Também é muito importante buscar novas experiências que são muito valorizadas, como realizar trabalho voluntário; desenvolver a oratória;buscar saber o que as outras áreas da empresa estão fazendo;manter-se atualizado quanto ao seu mercado de atuação da empresa; aprender com colegas e trocar experiências.

    1. Ética e Idoneidade

Ética é o nome geralmente dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. Diferencia-se da moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética busca pelo pensamento humano a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver e conviver, isto é, a busca do melhor estilo de vida, tanto na vida privada quanto em público.

Idoneidade  é o conjunto de qualidades que recomendam o indivíduo à consideração pública, com atributos como honra, respeitabilidade, seriedade, dignidade e bons costumes.  A idoneidade significa a qualidade de boa reputação, do bom conceito que se tem de uma pessoa.

O profissional que apresenta uma atitude idônea, pautada em valores éticos hoje está sendo cada vez mais valorizado. Isto porque no mundo extremamente competitivo,  está cada vez mais difícil encontrar profissionais eficientes , mas que ao mesmo tempo não faça qualquer coisa para alcançar resultados e obter vantagens.  O profissional que apresenta atitudes antiéticas com clientes, fornecedores e colegas de trabalho fatalmente será antiético com a empresa, se o mesmo em algum momento achar vantajoso fazer isso. Sem falar que um profissional antiético é um risco em potencial para os negócios, pois em algum momento pode  tomar atitudes que se vierem a público poderão criar uma imagem negativa para a marca, gerar multas e processos judiciais, queda no valor em bolsa  e até mesmo o fim das atividades da empresa (ver o exemplo da Enron).

Portanto, o profissional que quer melhorar sua empregabilidade não deve menosprezar este pilar. Quando alguém age de maneira desonesta, ao ser descoberto terá sua reputação manchada, e como diz o ditado: “mentira tem perna curta.” A pessoa que age em acordo com valores éticos bem definidos e aceitos fatalmente ganhará a confiança e  de outros e será apreciada no mercado de trabalho.

    1. Saúde física e mental

Saúde é a base de tudo. Sem saúde, não há como realizar as atividades  profissionais e diárias adequadamente, perde-se a motivação e  o profissional não atinge suas metas e objetivos.

Para manter a empregabilidade, o profissional deve cuidar bem de sua saúde física e mental, tendo um estilo de vida equilibrado. Para isso deve tomar algumas atitudes como:

a) Evitar vícios como fumo, álcool e drogas;

b) Manter-se hidratado, praticar exercícios e alongamentos regularmente, controlar o peso e postura (principalmente se trabalhar sentado), dormir adequadamente a noite, fazer checapes médicos com frequência, ter hábitos  de higiene;

c) Cuidar do equilíbrio mental, evitando carga excessiva ou muito prolongada de stress, ter amizades saudáveis dentro e fora do ambiente de trabalho,  ter bom humor (apesar da necessária seriedade nos tratos profissionais), exercitar a mente através de boas leituras ou outras distrações saudáveis;

    1. Reserva financeira e fontes alternativas de aquisição de renda

Ter uma reserva financeira e fontes alternativas de renda é essencial para que o profissional possa ter segurança e tranquilidade.

O profissional que tem uma reserva e fontes alternativas de renda não se sujeita a más condições  de trabalho ou cede a pressões éticas por não ter como saldar seus compromissos  em caso de desemprego. Também tem coragem para mudar os rumos da carreira caso perceba que não está no caminho mais adequado ao seu crescimento.

O profissional que  cuida de sua empregabilidade deve reservar mês a mês parte de seus recursos, seja através de uma poupança, ou outro investimento de baixo risco e boa liquidez para ser usado quando necessário. Alguns recomendam  que se guarde nesta reserva pelo menos 1 ano de salário.

Também é importante que se desenvolva alguma atividade paralela ao emprego, como dar aulas, tocar um pequeno negócio,  vender algum produto, prestar consultorias ou realizar trabalhos freelancer (quando eticamente aceitável). Isto além de ajudar a  formar uma reserva financeira para momentos de desemprego ou outros percalços também poderá passar a ser a principal fonte de renda durante este período, ou mesmo ser a chance para um recomeço profissional, já que além de capital o profissional terá o tempo necessário para investir em um novo negócio.

    1. Relacionamentos

Network ou rede de relacionamentos profissionais é  a rede de contatos e relacionamentos pessoais e profissionais que desenvolvemos ao conviver com outras pessoas. É formada pelos familiares, colegas de trabalho, clientes, amigos, ex-patrões, ex-colegas de trabalho, ex-colegas de escola, fornecedores, correligionário(adj. e s.m. Que ou aquele que pertence à mesma religião, ou partido político), vizinhos,  toda e qualquer pessoa com que alguém se relaciona ou teve a oportunidade de conviver um dia, que dão ou podem dar suporte para atingir os nossos objetivos.

A maioria das vagas de emprego são preenchidas por indicação, por isso, para ter uma boa empregabilidade é preciso estar o tempo todo buscando desenvolver a uma sólida rede de relacionamentos.

Aprofundando o assunto, este  site possui o artigo O que é network e como usa-la para conseguir uma vaga de emprego , em que você poderá obter informações completas de como criar uma network profissional que seja eficiente em manter sua empregabilidade.

Por que empregabilidade é tão importante

O mundo de hoje está em transformação. Idéias e palavras novas como neoliberalismo econômico, terceirização, globalização, flexibilização das leis trabalhistas e qualidade total entraram em nossas vidas, no nosso dia-a-dia de forma rápida mas definitiva. O mundo do trabalho mudou. O próprio conceito de emprego mudou. Tudo continua mudando e há a necessidade do profissional  acompanhar essas mudanças, pois o monstro do desemprego está a todo momento rondando a todos nós.

Conforme escreveu Shirley Chuster Werdesheim  “Já se foi a época em que o considerado bom profissional era aquele que mantinha seu histórico empregatício estável, com anos de trabalho numa mesma organização e com conhecimentos profundos sobre a sua área de atuação…” e por isso o profissional deve se preparar para estas mudanças.

A empregabilidade, essa capacidade do profissional para sobreviver neste novo mercado de trabalho deve ser desenvolvida, pois o profissional que não se desenvolve, tem dificuldade de se adaptar a mudanças, não é informado, não cria uma boa rede de relacionamentos está fadado a não progredir na carreira, a constantemente ficar desempregado e alem disso a ter dificuldade em conseguir uma nova vaga de emprego.

Como conquistar a empregabilidade

Já que a empregabilidade é tão importante, é essencial que se saiba como  desenvolvê-la. Para desenvolver a empregabilidade, deve-se ter em mente cada um dos seis pilares da empregabilidade: Vocação profissional, competências desenvolvidas, boa saúde, valores éticos,  reserva financeira e network eficiente.

O profissional tem de gostar do que faz, fazer bem,  ser comprometido,  motivado e proativo. Deve também ser bem informado, não somente no que se refere a sua área profissional, mas também ao mercado, a atualidades e outros conhecimentos gerais. Portanto, deve tomar tempo para ler e se atualizar, participar em cursos de especialização e workshops,  conversa e se relacionar bem com outros profissionais para troca de experiências.

O profissional com a empregabilidade desenvolvida não negligencia os cuidados com a sua saúde, pois sem saúde não terá disposição para atingir seus objetivos e poderá ter comprometida sua fonte de renda. Ele busca também uma fonte de renda extra e guarda dinheiro para eventuais dificuldades.

Também é fundamental que o profissional tenha valores éticos profundamente arraigados, tais como honestidade, integridade, humildade, pontualidade,  generosidade, dignidade e outras, que apesar de muitos menosprezarem, ainda são valorizados pelas empresas. Também experiências em trabalhos voluntários além de amadurecer o ser humano, ajudam a desenvolver e mostrar valores importantes.

Finalmente o profissional que é hábil na arte da empregabilidade não negligencia os amigos. Ter uma rede de relacionamentos profissionais sólida (também conhecida como Network) ajuda o profissional a crescer e protege o mesmo do desemprego, pois como já foi dito, a maioria das vagas de emprego (e principalmente as melhores) são preenchidas por indicação, é só é indicado que é lembrado como o profissional certo para a vaga.

Existem alguns testes como este do site da  revista Você SA, que ajudam a avaliar como está a sua empregabilidade. É importantíssimo refletir como está o nosso nível de empregabilidade e tomar medidas para melhora-la, principalmente se a mesma não estiver muito boa.

Conclusão

Está nas mãos do profissional ter empregabilidade, depende de suas atitudes e da forma como pensa.

Se o profissional tiver sempre em mente cada um dos seis pilares da empregabilidade: Vocação profissional, competências desenvolvidas, boa saúde, valores éticos,  reserva financeira e network eficiente e der atenção a cada um destes aspectos,  o mesmo não terá medo do desemprego.

Todos os empregos são de certa forma temporários, até porque nenhuma empresa, por maior que seja, pode garantir que continuará no mercado daqui a 10 anos, muito menos uma vaga de emprego até a aposentadoria.

O profissional que tem isto em mente e a empregabilidade alta não deixará se acomodar nem perderá a motivação para aprender, para adaptar-se a mudanças, melhorar, crescer. Conseguirá sempre manter sua fonte de renda e empregável.

Fonte:

  1. http://mancilha.files.wordpress.com/2008/08/ocupabilidade1.pdf
  2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Empregabilidade
  3. http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2011/04/12/veja-dez-qualidades-necessarias-para-manter-sua-empregabilidade-em-alta.jhtm
  4. http://www.lensminarelli.com.br/portal/livraria/livraria_detalhe.php?id=13&tp=1
  5. http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2004/07/23/501750/mpregabilidade.html

Crédito das fotos:

  1. http://www.lensminarelli.com.br
  2. Birmingham City University via photopincc

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